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3 dias em Berlim com Bike

3 dias em Berlim com Bike

Reichstag - Parlamento Alemão
Tempo de Leitura: 9 minutos

Apesar do meu encanto com Berlim, não foi uma cidade que eu me senti confortável de primeira. Simplesmente porque a primeira vez na cidade, apesar de estar acostumada com a língua e com o frio por ter vivido na Suíça, ainda sim não foi muito fácil turistar. Primeiro porque eu me senti muito perdida porque a cidade é grande e eu não entendia nada do que estava passando por causa do idioma, e acho que acabei me desesperando um pouco mais justamente pelo fato de que quando resolvi visitar Berlim, foi quando me deu uma baita de uma gastroenteritis. Então, meu primeiro final de semana em Berlim, de cara, foi meio tenso.

Porém eu tive uma excelente experiência andando de bicicleta e turistando por Berlim sozinha no verão. Foi realmente uma experiência incrível, me senti como local passeando por Berlim, conhecendo cada cantinho da cidade de forma única e no meu tempo.

É melhor ir no inverno ou no verão?

Brandeburg Tor

Muitos brasileiros preferem vir para Europa no inverno, e eu acho isso o maior erro. Primeiro porque seu corpo está acostumado a chegada do verão no Brasil e vem para Europa com temperatura negativa, então seu corpo sente muito mais o choque. Segundo, porque durante o inverno é muito mais difícil de visitar os lugares e até mesmo de fazer esse passeio de bicicleta. É possível sim conhecer a cidade, mas vai acabar usando mais transporte público e não vai ver o caminho que é muito interessante de ver.

Fora isso, no inverno as atividades sempre são indoor, ou seja, você vai acabar pagando mais por ir em cafeterias, bares e restaurantes para fugir do frio e vai sair parecendo que fumou uma caixa de cigarro ou mais. Por quê? É bom saber que, apesar da maioria dos lugares na Europa não serem permitidos fumar em ambientes fechados, em Berlim ainda sim é permitido. Então, se você é anti-tabagista, fique de olho nisso.

Eu aconselho a ir para Berlim para fazer esse passeio de bicicleta entre junho a setembro. Antes de junho e depois de setembro, acredito que vai ser frio para os brasileiros e não será tão prazeroso pegar a bicicleta e sair por Berlim afora.

É muito difícil chegar do aeroporto ao centro?

Siegessäule

É importante saber que a cidade possui dois aeroportos: um é o Tegel (TXL), mais perto da cidade, e o outro que é o Schönefeld (SXF). Ambos são fáceis de chegar ao centro ou na Alexanderplatz. Particularmente, acho mais fácil descer na Alexanderplatz porque na estação central é um prédio bem grande e, principalmente se você estiver chegando à noite, pode parecer um pouco mais complicado.

No caso, tem ônibus direto do Tegel para Alexanderplatz que custa menos de 3€. Tem sempre uma máquina amarela perto da parada do ônibus para vender e tem a opção de escolher o idioma para inglês. O ticket diário é mais caro e, como você vai sair do aeroporto que não é a área central, não acho que compensa comprar.

Se você chegar no Schönefeld, tem que fazer transbordo. Tem várias opções e sempre está bem detalhado no Google Maps. Eu acho mais fácil pegar um tram (S) até a estação Jannowitzbrücke e depois um metrô (U) na estação Wittenau para Alexanderplatz. Mas depende do horário, também tem opção de ônibus com conexão para metrô. Para comprar o ticket, é sempre em máquina e não é complicado.

Qualquer dúvida com relação a transporte dentro de Berlim, consultar o site da Deutsch Bahn.

Onde alugar uma bike

Quando fiz esse trajeto de bicicleta, acabei pegando emprestado de um amigo. Mas eu vi que tem vários lugares para alugar por toda a cidade. Inclusive, tem como alugar por um aplicativo Donkey Republic. É só baixar, colocar seus dados e usar. O preço por 1 dia custa 12€ e 3 dias são 30€.

Apesar de terem bicicletas por todos os lados para alugar, essas bicicletas que são alugadas por aplicativo sempre acabam mais rápido. Então, é melhor sempre garantir a sua desde cedo.

Preparado para pedalar?

Potsdamer Platz

Antes de mostrar as rotas, é importante saber que na Europa, de maneira geral, tem algumas regrinhas básicas para andar de bicicleta. Sabe aqueles sinais com a mão que você aprendeu para tirar carteira de motorista? Então, elas servem para sinalizar quando você está freando ou vai virar quando está andando de bicicleta por aqui. E é usado!

Do Leste ao Oeste de Berlim em 3 dias

Todas as rotas começam e terminam de Alexanderplatz, é mais centralizado e fácil de chegar e também de alugar a sua bicicleta. Se você quer ver um pouco de como foi minha última ida a Berlim, veja meus Stories em Destaque.

Uma consideração importante a fazer: apesar de na maior parte da Europa, cartão de débito e crédito serem aceitos com facilidade, isso não acontece muito bem na Alemanha. Menos ainda em Berlim. Então, uma vez lá, lembre-se de tirar dinheiro. Sempre tem um caixa ATM perto.

Rota 01 | Dia 01

Essa rota pode ser feita à pé também em um dia.

See Also

  • Alexanderplatz: é a maior praça e a mais conhecida na Alemanha. Seu nome é devido ao Tsar Alexander, que visitou a cidade em 1805. A região é bem movimentada, com várias lojas, bares, restaurantes e é o onde vários transportes públicos se conectam na cidade.
    • Lá você vai ver o Relógio Mundial, a Torre da TV e no inverno tem um Christmas Market com várias barraquinhas de comida e bebida.
  • Berliner Dom: é a principal Catedral de Berlim e, apesar de parecer católica, é protestante. Sua história começou no século XV porém foi modificada ao longo dos anos, inclusive chegou a ser demolida em 1893 para reconstruir um novo modelo e foi gravemente destruída durante a Segunda Guerra Mundial e sua reforma terminou em 1993.
    • Na frente da catedral tem o Parque Lutsgarden e perto tem um conjunto de museus que eles chamam de Ilha de Museus, formada por 5 museus: Museu Pergamon (Pergamonmuseum), Bode-Museum, Novo Museu (Neues Museum), Museu Antigo (Altes Museum) e a Galeria Nacional Antiga (Alte Nationalgalerie). A entrada custa 18€ para adultos. Possui preço reduzido pela metade mas é melhor conferir as restrições.
  • Reichstag: É o Parlamento alemão e é considerado um dos prédios mais importantes na História da Alemanha, do qual também foi completamente destruído na Segunda Guerra Mundial por ser o foco principal. Inclusive, é possível visitar e dizem que o dome é lindo por dentro. Mas tem que fazer a reserva com antecedência com horário de chegada e não aceitam atrasos.
  • Brandeburg Tor: O Portão de Brandeburgo é um ponto turístico importante e imponente da cidade. Fica maravilhoso no pôr-do-sol com a vista para a Avenida que corta o Parque Tiergarten. Foi nesse portão onde se separaram o lado leste do oeste da cidade, mas também é considerado símbolo da unificação da Alemanha depois da queda do Muro de Berlim.
  • Memorial dos Judeus Mortos na Europa: É o famoso memorial que todos já ouviram falar. Mas o que poucos sabem é que esses 19mil m2 cobertos por 2711 blocos irregulares de cimento não é somente uma arte que simboliza os judeus que foram mortos na Segunda Guerra Mundial. O conceito é sensorial, feito para caminhar entre os blocos e lembrar da história e respeitar a todas as pessoas envolvidas. Por tanto, é proibido subir ou pendurar nos blocos.
  • Sony Center: É apenas um lugar interessante para visitar por sua arquitetura. São prédios da Sony onde dentro e ao redor possui várias cafeterias, bares e restaurantes.
  • Potsdamer Platz: é uma região comercial moderna. Perto é possível encontrar o Mall of Berlin, um shopping super bonito e grande. Na frente da estação da Potsdamer Platz tem partes do muro, coberto de chiclets.
    • Próximo a estação, esta a sede da Gestapo, documentando a Topografia do Terror: os horrores do Nazismo.
  • Checkpoint Charlie: Diferente do que muitos pensam, não se chama Charlie porque pertencia a algum Charlie. O nome vem do alfabeto fonético, da qual C é Charlie. Portanto, esse foi o 3o ponto de checagem na fronteira entre o leste e o oeste pela Allies. Apesar de ser o 3o, foi o mais famoso e permanece lá para turistas, com toda a temática da época.
    • Ao redor você pode encontrar o Museu do Muro (Mauermuseum), com as histórias das pessoas que fugiram da guerra.

Na volta para a Alexander Platz, é interessante passar pela avenida principal, entre a Catedral de Berlim e o Portão de Brandeburgo. Nessa avenida você vai ver outos prédios maravilhosos alemães antigos.

Rota 02 | Dia 02

Essa rota eu aconselho de bicicleta por ser longe um ponto ao outro. Mas também é possível chegar com transporte público.

  • East Side Gallery: O famoso Muro de Berlim que um dia separou pessoas, hoje faz da história, arte cheia de conceitos sociais.
    • Do outro lado, tem a Arena da Mercedes Benz, onde acontecem eventos e shows.
  • Oberbaumbrücke: É uma ponte super instagramável sobre o rio Spree.
    • Para quem curte música eletrônica, a Watergate é logo ali.
  • Badeschiff: É uma piscina pública bem “Berliner“. O rio Spree é poluído, então foi criado uma piscina pública grande dentro do rio, com praia e tudo. Geralmente tem eventos por lá, geralmente com algum tipo de música eletrônica.
  • Molecule Man: é também um ponto turístico muito famoso em Berlin.
    A escultura “é para lembrar do fato de que tanto as pessoas quanto as moléculas existem em um mundo governado pela probabilidade, e que o objetivo de todas as tradições criativas e científicas é encontrar integridade e unidade no mundo.” – Jonathan Borofsky, o artista da obra.
  • Treptower Park: É um lugar maravilhoso para aproveitar o verão em um dia ensolarado em Berlim. Mas mais que isso, lá se encontra um Memorial da Guerra Soviética. Foi construído depois da Segunda Guerra Mundial e é um cemitério para mais de 5000 soldados soviéticos.

Rota 03 | Dia 03

Essa é a mais longa das rotas, portanto, eu diria que a bicicleta ajudaria muito para quem ter disposição. Caso contrário, é melhor ir com transporte público.

  • Tiergarten: É o Central Park de Berlim, uma área verde enorme localizada no coração da cidade. Lá também tem outro memorial da Guerra Soviética e a Casa de Arte e Cultura.
  • Siegessäule: É a a coluna com uma estátua de 67m em um cruzamento ao lado do Tiergarten e do Palácio Bellevue. Na verdade, essa estátua existe desde antes da Segunda Guerra Mundial, na época de Hittler ele aumentou a coluna para o tamanho que é hoje em dia e durante toda o período de Guerra ficou intacta. Ainda sim, em meados de 1980 foi reformada.
  • Schloss Bellevue: O Palácio Bellevue é a Casa do Presidente da Alemanha. Frank-Walter Steinmeier. Apesar de ter esse estilo mais moderno neo-clássico, até Napoleão Bonaparte foi visitar o príncipe da Prussia por lá me sua época.
  • Schloss Charlottenburg e Schloss Charlottenburg Garten: Um Palácio de verão e um jardim maravilhoso da época que a Alemanha ainda era parte da Prussia. O Palácio é do século XVI e era chamado de Palácio Lietzenburg até a a Rainha Sophie Charlotte de Hanover morrer e seu marido honrar o Palácio em seu nome.
    • No caminho tem uma Biblioteca maravilhosa por fora, a Heinrich Schulz Bibliotheken.
  • Kufürstendamm: É a Avenida com lojas famosas, mas também lojas em geral para compras de moda e beleza. Lá também se encontra o Memorial contra a Guerra e Destruição com as ruínas da Igreja Kaiser Wilhelm destruída pela Segunda Guerra.

Fique de olho em outras atividades pelo Get Your Guide!



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