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Me senti a gringa em Roma

Me senti a gringa em Roma

Tempo de Leitura: 3 minutos

Roma sempre esteve nos meus planos, mas foi uma cidade que eu custei um pouco para ir simplesmente porque sempre que buscava passagens para ir à Roma, eu conferia outras baratas iguais para ir para outros lugares mais diferentes. Então, sempre foi uma cidade que eu já imaginava ser mais aberto e receptivo assim como são os países no sul da Europa, de maneira geral, e também já esperava ver uma cidade como é: maravilhosa, cheia de história e construções antigas bem conservada.

Porém, eu deparei com algumas dificuldades quando eu cheguei lá e me fez refletir muito sobre algumas questões relacionados a língua e cultura não apenas na Itália mas também no Brasil e no mundo.

O fato é que eu fui sozinha e, apesar de ter encontrado com alguns amigos por lá, a maior parte do tempo eu tive que me virar para comer, beber, pedir informação e tudo mais. E todas as vezes que eu queria pedir algo, seja um simples café, era um pesadelo. Quase falava com a garçonete que não precisava de nada e sairia para um supermercado comprar qualquer coisa mesmo. Era impossível comunicar em Inglês.

Obviamente que eles até tentavam entender em alguns lugares quando não estava muito cheio. Mas respondiam sempre em italiano e, às vezes, perguntava para mim em Italiano como se eu tivesse entendendo alguma coisa. E não vou generalizar, sempre têm lugares que vai ter uma boa alma que fala inglês, mesmo com um sotaque super carregado Italiano. E, no final das contas, eu sobrevivi com um idioma criado entre Português – Espanhol – Inglês e muita mímica. Afinal, mímica na Itália conta muito!

Uma certa manhã em Roma, fui em uma cafeteria super local, lotada de italianos e com um mundo de coisas gostosas na vitrine. Eu não sou chata para comer, porém, eu gosto de saber do que eu estou comendo, até mesmo para poder pedir outro se eu gostar. E italianos arrumam uma gritaria, fura fila, fala com a mão e passa na sua frente… No final, era só ódio no coração e um vazio no estômago que pedi qualquer coisa de nervoso.

No geral, foi maravilhoso conhecer Roma e foi uma experiência única. Joguei a moedinha na Fontana de Trevi para poder voltar, mas não sei se realmente gostaria de ir sem saber um mínimo de Italiano.

Para mim é super importante poder comunicar com as pessoas, e a língua é o básico disso. Só comunicando que você vai conhecer a cultura realmente, poder mostrar um pouco da nossa cultura também e abrir a mente, descobrir novas possibilidades e realidades. E o inglês me ajudou muito nisso, sem sombra de dúvidas.

Na Europa, de forma geral, é possível e maravilhoso viajar sabendo Inglês. Porém, em algumas cidades não será tão fácil. Não é apenas Roma que eu tive dificuldade e sei que eles tem uma certa resistência com o Inglês. A Espanha mesmo não é muito diferente, amigos meus quando vieram em Madrid e era mais fácil enrolar um portunhol do que tentar falar em inglês com as pessoas aqui. Em Paris é famoso por serem “anti-inglês”, apesar de que quando fui, não tive nenhum problema.

No Brasil, não é novidade para ninguém que pouquíssimas pessoas sabem Inglês a um nível mínimo para entender um estrangeiro pedindo informação. É um problema no Brasil a questão da Educação e não é novidade para ninguém, é um fato. Mas eu consigo imaginar como qualquer estrangeiro no Brasil deve se sentir: perdida igual eu em Roma.

Se um gringo vai pedir informação para uma pessoa que não sabe inglês, essa pessoa vai falar pausadamente e alto como se o gringo fosse um retardado mental para explicar algo que ele não vai entender de qualquer maneira. Ele vai ver sua expressão e gestos para adivinhar para que lado tem que ir.

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Já imaginou um gringo em um restaurante? Vai demorar horas para tentar traduzir o menu porque são raros os restaurantes que disponibilizam o cardápio em inglês. Sem contar que ele vai pedir algo em inglês e o garçom vai ter muita dificuldade de entender. Se for em alguma lanchonete e tiver fila, vai acontecer igual eu em Roma, todos vão passar na frente porque tudo vai ser diferente para o gringo e ele não vai saber o que quer e ninguém vai saber explicar.

Se você gosta de viagem realmente, deveria pelo menos ter alguns aplicativos no celular gratuitos para aprender Inglês. Qualquer viagem pode ser muito mais interessante se você conseguir essa fluência para comunicar com pessoas do mundo inteiro. E mesmo se você não curte tanto assim viagem, é importante para sua carreira profissional, independente da área.

Agora, generalizar que a Europa é “super mega desenvolvida” e todos sabem no mínimo três idiomas, não é verdade. Sempre escuto Brasileiros menosprezando o Brasil porque temos sim vários problemas, ninguém sabe inglês, que é um país muito burocrático e tudo demora muito para resolver. Eu não gosto muito desse tipo de discurso e comparação porque a Europa é antiga e, para chegar onde está hoje em dia, não foi fácil e ainda hoje tem sim corrupção, problemas e várias coisas aqui podem ser bem burocráticas e demoradas. Inglês não é todo mundo que sabe, mas os que sabem, sempre vão mais longe.


Já pensou em conhecer diversos lugares na Europa, ter experiências únicas mas sem ter todo o trabalho de organizar tudo por conta própria e ainda com a segurança de aproveitar a viagem sem perrengues e com o melhor custo-benefício?

Mas se você é daqueles que quer fazer tudo por conta própria, cuidado com perrenguessó é legal quando é com os outros na internet, mas a realidade é que você pode acabar gastando muito mais e aproveitando pouco da sua viagem! Confira as dicas para mochileiros no Eurotrip Raíz e se precisar de qualquer orientação para poder te ajudar no planejamento da sua viagem pela Europa, faça a Consultoria Around!

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