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CorongaNews: Europa Abriu Fronteiras!

CorongaNews: Europa Abriu Fronteiras!

Tempo de Leitura: 9 minutos

Estratégias para o Turismo no meio da Pandemia na Europa

Quarta-feira, 13 de Maio, foi a reunião da Comissão Europeia para decidir as Guias e Recomendações adequadas para começar a abrir o setor do turismo depois de praticamente 3 meses de ”lockdown”. A ideia é poder promover o turismo como forma de relaxamento e lazer principalmente depois desse período de confinamento, porém, com segurança e medidas para evitar o rebote do vírus.

Como diz a Comissária de Saúde e Segurança da Alimentação, Stella Kyriakides, tais medidas de desconfinamento e turismo não significam que você vai estar protegido ou livre de pegar o vírus. Portanto, é sempre importante manter o distanciamento social e as devidas precauções de saúde recomendadas para poder evitar o rebote e o descontrole outra vez.

Por outro lado, cerca de 6.4 milhões de empregos na área de turismo estão em risco na Europa, portanto, a recuperação do setor de turismo é prioridade no momento na União Europeia. Algumas diretrizes que foram estabelecidas foram:

  • Estratégia para recuperar o Turismo em 2020 em diante.
  • Abordagens para restabelecer a livre circulação interna entre os países membros da União Europeia.
  • Estruturação e apoio para o restabelecimento gradual dos transportes garantindo segurança entre trabalhadores e passageiros.
  • Estratégia de usar voucher como reembolsos para passageiros.
  • Reestabelecer as atividades turísticas de forma gradual
  • Estabelecer protocolos de segurança em estabelecimentos de hospitalidade.

A abertura de Fronteiras

A União Europeia criou um Roteiro comum para todos os Estados Membros para abertura das fronteiras de forma gradual, de tal maneira a evitar discriminação entre os países e criar as tais ”bolhas de viagem” com base em afinidade entre países ao invés de diretrizes técnicas. Os critérios básicos para a reabertura das fronteiras terão base:

  • Nos critérios Epidemiológicos
  • Na Capacidade do Sistema de Saúde
  • Na Capacidade adequada de monitorização

Os Estados-Membros serão obrigados a passar informação para o ECDC (European Centre for Disease Prevention and Control) sobre a monitorização dos níveis de transmissão por região, incluindo taxas de transmissão e infecção, de admissão em UTIs e testagem. Dessa forma, os viajantes podem saber da situação real de forma fácil e transparente antes de viajar. Pelo visto, será criado um site com informações direcionada a viajante com informações necessárias de cada país. Portanto, para melhor controle epidemiológico, é bem capaz de ter uma grande promoção para o uso do aplicativo de rastreio do COVID-19 (lembre-se, este aplicativo está de acordo com as o Regulamento de Proteção de Dados – GDPR – da União Europeia)

É importante saber que mesmo com toda cautela, existe chance de rebote do vírus. Portanto, esse modelo é flexível, da qual os países vão restringir ou abranger as restrições de acordo com a condição que encontra o país ou a região. Obviamente, pode impactar o viajante uma vez que pode acontecer o cancelamento da viagem.

Outra questão que é bom estar ciente é a questão da quarentena obrigatória, uma vez que o viajante tiver um diagnóstico positivo ou suspeita do vírus. Isso também impacta diretamente na viagem, uma vez que o viajante não terá a chance de sair da acomodação por um período maior do que o esperado. E uma vez na Europa, corre o risco de penalizações em caso de não cumprir as normas do confinamento.

Para que seja possível o turismo de forma mais segura dentro da União Europeia, foi definida uma abordagem que consiste em 3 fases:

  • Fase 0: Situação Atual
    • O país se encontra fechado para viagens não essenciais e medidas de isolamento social afim de proteger a saúde pública local e controle epidemiológico. Porém, garante livre circulação de trabalhadores e mercadorias entre os Estados-Membros.

  • Fase 01: Rumo ao restabelecimento da livre circulação mediante o levantamento parcial das restrições e dos controles nas fronteiras internas
    • Os Estados-Membros deverão reduzir as restrições das fronteiras para viagens, incluindo as com finalidades pessoais como visitas familiares.
    • Apenas quando haver controle com taxas de transmissão baixas em ambos países (de origem e destino).

  • Fase 02: Levantamento generalizado de restrições e controles nas fronteiras internas
    • Libera as restrições de fronteiras.
    • Os Estados-Membros precisam garantir um estado epidemiológico controlado e seguro para tal reabertura e manter as normas de higienização, distanciamento social e proteção assim como informação para os demais em relação a nova realidade do convívio com o COVID-19.
    • Os Estados-Membros deverão cumprir as normas de transporte, alojamento, pacotes de viagem e direito do viajante descrito no acordo da comissão.

É importante ressaltar que a questão da ”livre circulação” dentro da Europa será para os cidadãos e residentes Europeus. Mesmo na fase 2 é possível que os países forcem os 14 dias de quarentena para viajantes fora da área Schengen e países que aceitaram o acordo dessa reestruturação do COVID-19. Exceções para viajantes que não querem perder a viagem com a quarentena é marcar o exame com antecedência do Coronavírus no destino e, uma vez tendo o resultado negativo, poderia estar livre para circular dentro do país. No aeroporto de Viena já possui um espaço para que os viajantes possam fazer testes PCR voluntariamente com o custo de €190, saindo o resultado entre 3 a 6 horas e outros países, como a Islândia, já pensa em implementar controles similares para evitar a quarentena como apresentar um comprovante de saúde dado pelas autoridades do país de origem e a obrigação do uso de um aplicativo de rastreio.

Ou seja, os Brasileiros só poderão viajar para algum destino na Europa se o destino na Europa estiver na Fase 02 e, possivelmente, na condição de que o Brasil se encontre em uma situação da epidemia controlada. . Por isso é de extrema importância entenderem a questão do confinamento e respeitarem esse momento para que, não apenas a economia volte o mais breve possível, mas também para que seja possível realizar aquela viagem adiada para o segundo semestre!

Transportes

A medida que os Estados-Membros forem passando de fase, haverá mais rotas de transporte fazendo conexão entre destinos. De forma geral, haverá medidas de distanciamento social, evitando aglomerações, maior higienização e frequência de limpeza e a obrigatoriedade de usos de máscaras e/ou luvas em qualquer tipo de transporte aéreo, terrestre ou marítimo, sempre que for possível como já era previsto.

O contato entre os empregados e os passageiros serão sempre evitados, seja com um painel ou cortina de plástico quando não existir outras formas físicas já estabelecidas. As reservas deverão ser feitas antecipadamente e preferencialmente online com descrição da bagagem previamente para poder ser gerida da melhor forma a evitar aglomerações. Além disso, os bancos possivelmente serão demarcados na hora da reserva, diferente do que acontecia, por exemplo, com a Flixbus ou em vôos low cost. É bem capaz de ver pontos com álcool gel para todo lado e a circulação de ar natural com janelas ou basculantes evitando ao máximo o ar-condicionado.

Como vai ser isso na prática:

  • Transporte aéreo:
    • Evitar bagagem de mão na cabine.
    • Menor interação entre os comissários e a tripulação, reduzindo movimento na cabine.
    • Distribuição de passageiros adequadamente respeitando o distanciamento social.
    • Evitar aglomeração de passageiros.
    • Priorizar documentos e meios de pagamento eletrônicos.
    • Priorizar o registro eletrônico dos passageiros (ou o auto-registro online).
    • Minimizar contato entre empregado e passageiro na hora do despache de bagagem.
    • Recomendado chegar com maior antecedência aos aeroportos para evitar aglomeração, atrasos ou possíveis perda de vôos devido às novas normas de segurança dos aeroportos.
    • Disponibilizar maior informação aeroportuária.
    • Haverá meios para poder tratar de isolar casos suspeitos de COVID-19.

  • Transporte rodoviário:
    • Entrada pela parte traseira.
    • Priorizar ventilação natural pelas janelas quando possível ao invés de ar-condicionado.
    • Distribuição de lugares otimizado para o distanciamento social, mantendo famílias unidas e os demais separados.
    • o manuseio das bagagens devem ser feitas pelos passageiros, tanto na carga quando descarga das bagagens.

  • Transporte de taxi, uber ou similar:
    • Evitar ao máximo o contato físico entre os passageiros.
    • Priorizar o pagamento eletrônico.
    • As empresas deverão fornecer separadores físicos aos condutores (cortinas ou barreiras de plástico).
    • Os passageiros não devem sentar ao lado do motorista a não ser que exista separação física.

  • Transporte Ferroviário:
    • Teoricamente, afim de evitar aglomeração de pessoas nos trens, o governo deverá aumentar a capacidade seja por mais vagões ou frequência principalmente em horários de pico.
    • Reservas prévias de viagens de média a longa distância deverão ser feita com demarcação de assento de acordo com o nome, origem e destino do passageiro visando no distanciamento social. Famílias, sempre que possível, poderão viajar juntos.
    • Em viagens de curta distância (local), os passageiros devem cumprir com o distanciamento social e deixar sempre um assento vago entre eles.
    • O deslocamento fora de horário de pico devem ser encorajados por promoções e ofertas especiais.
    • As portas devem funcionar de forma automática.

  • Transporte marítimo ou fluvial:
    • Assentos nomeados respeitando distanciamento social.
    • Limitar acesso ao cais apenas para quem possui bilhetes.
    • Corredores separados para embarque e desembarque nos portos.
    • Preferir maior número de passageiros em espaços ao ar livre.
    • Haverá protocolos para poder ter instalações próprias para o isolamento de suspeitos de COVID-19 e instalações em terra para casos confirmado com medidas antes, durante e depois da viagem, visando o rastreio médico e instalações de quarentena além de interação adequada durante a quarentena.
    • Em casos de navios cruzeiros, deverão dispor de capacidade adequada de testes a bordo.

Serviços de Turismo

A medida que cada país vai aliviando o confinamento e voltando a – nova– normalidade, é necessário contar com a capacidade de serviço de saúde, testagem e medidas de rápida evacuação em caso de surto para os turistas.

Existem muitos resorts em regiões mais remotas e/ou com pouca infra-estrutura de saúde pública. Nesse caso, seria necessário vôos de urgência médica de volta para o país ou para alguma região que tenha melhores condições médicas mais bem preparadas para receber turistas. Portanto, o aplicativo de rastreio deve ser essencial para monitorar a dimensão da epidemia a nível local tanto para que os turistas tenham ideia de como está a situação da região como para medir o nível de risco de infecção quando o turista regressar ao destino de origem.

Além disso, a ECDC já disponibiliza um site junto com a União Europeia (ECML COVID) com dados importantes em relação ao COVID-19, incluindo detalhes sobre as medidas restritivas de cada Estado-Membro e a condição epidemiológica de cada país incluindo um mapa. Dessa forma já facilita um pouco a vida dos turistas!

Em ambientes comuns da qual as pessoas ficam por tempo prolongado como restaurantes, cafés, lobby, etc., é importante ter a distância entre 1.5m a 2m de distância ou haverá separadores de vidro ou plástico para evitar o contato direto assim como o uso de máscaras. A prioridade será sempre para reservas feitas com antecedência, seja online ou por telefone, para poder controlar a quantidade de pessoas dentro dos estabelecimentos.

Em caso de Spas, piscinas e academias também será importante ter o controle de quantidade de pessoas para garantir o distanciamento físico com reserva feita previamente.

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Em espaços externos como parques, praias, terraças, etc., precisam manter o distanciamento de segurança e higienização. Eventos grandes seguem cancelados, atividades ou eventos que não conseguem satisfazer a distância de segurança também não serão realizados.

Existem medidas com relação ao COVID-19 para qualquer estabelecimento desde hotéis a cafeterias e precisam ser cumpridas. A questão da higiene será dobrada, existem regulamentos para poder lavar roupa, tempo de ventilação natural mínima no ambiente, tipos de desinfetantes para usar, um protocolo detalhado para prevenir os trabalhadores e material de sobra para poder instruir os clientes e hóspedes.

Os hotéis, pousadas, hostels e outros tipos de acomodação vão precisar de deixar claro a situação epidemiológica local, as normas locais com relação à distanciamento social, higiene e proteção individual assim como a etiqueta do COVID-19, sempre quando necessário em forma de folhetos, adesivos, avisos e também digital. Os serviços de buffet deverá ser feito por uma terceira pessoa devidamente bem equipada para tal serviço para evitar manipulação dos alimentos pelos hóspedes. Em caso de pacientes no grupo de risco, é recomendável o serviço de quarto para evitar aglomerações.

Aqueles que viajarem juntos, sejam casal ou família, poderão permanecer juntos em áreas comuns, restaurantes e etc.

Direito do Viajante: dos pacotes de viagens aos vôos cancelados na Europa

Se você viaja por alguma empresa Europeia ou dentro da Europa, ela precisa de estar dentro do regulamento da União Europeia da qual protege os viajantes e garante o reembolso de 100%. Porém, devido ao COVID-19 e todo o problema que rolou com a questão das companhias aéreas, a União recomenda a conversão do voucher para poder ter o reembolso em dinheiro depois de 12 meses (período máximo válido do voucher). O mesmo é válido para Pacotes de Viagens em geral.

Em caso de você ou seu acompanhante fazer parte do grupo de risco, é possível fazer o cancelamento e ter o reembolso 100% até 14 dias após a finalização do contrato.

O passageiro também terá direito a ter 3 dias de hospedagem por parte do operador do pacote em caso de vôos cancelados. Em caso de quarentena obrigatória, é possível pedir reembolso do período em quarentena (14 dias) ainda que é necessário pedir informações para o operador ou autoridades locais. Lembrando que o viajante não será indenizado por danos causados pelo operador quando existe ”circunstâncias inevitáveis e extraordinárias”.

A luz no fim do túnel: a esperança de uma vacina!

Muitos avanços na tecnologia e a boa notícia é que finalmente conseguiram fazer uma vacina já testada em humano e parece que estão no caminho certo. Porém, como bem sabemos – ou deveríamos saber – é que o teste em 8 pessoas feita pela companhia americana Moderna, é uma amostragem ainda muito baixa, mas já é um grande avanço e já nos deixa mais esperançosos para acabar com esse problema de vez. Os cientistas ainda farão mais diferentes testes ao longo de meses até poder dar o aval que a vacina é realmente eficaz e só depois de outros muitos meses será produzida e comercializada a nível global.

Isso significa dizer que estamos no caminho, existem atualmente mais de 80 grupos pelo mundo afora tentando encontrar soluções para o Coronavírus, e como já tinha dito anteriormente, alguns países na Europa já começaram a testar as possíveis vacinas em humanos, mas a previsão é estar no mercado para você poder usar por volta do final do ano até meio de 2021.

Enquanto isso, toda a questão econômica e do turismo precisa ser reavaliada e nós precisamos nos ajustar a uma vida com o coronavírus, com as devidas precauções e estratégias para manter o nível de infecção o mínimo possível. Obviamente, assim como o 11 de Setembro teve suas mudanças nos aeroportos implementando os detectores de metal e melhoras no raio-x, essa pandemia também ensinou os países a se precaverem de situações indesejadas devido a possíveis novas pandemias e a forma de viajar não será a mesma que antes!


Fique de olho no CorongaNews pelo @lud.around e fique sempre por dentro das notícias sobre o Turismo na Europa no meio da Pandemia!

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