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Gastronomia na Suíça: Manual para provar a cultura

Gastronomia na Suíça: Manual para provar a cultura

Tempo de Leitura: 6 minutos

A única certeza que eu tenho é que se eu falar Suíça, você vai pensar em duas coisas: queijo e chocolate. Mas apesar da Suíça não ser um país com grandes extensões territoriais, não significa que a gastronomia será só isso!

Porém, essa questão do queijo é bem verdade… A galera por lá consome em média 22Kg per capita por ano e existem mais de 700 variedades de queijo.

Já imaginou como deve ser ir em um supermercado na Suíça? É assim mesmo: uma parte enorme com vários tipos de queijo e você olhando tentando escolher entre várias marcas e tipos, do mesmo jeito que você faz para comprar vinho – no final, a embalagem mais interessante ganha e vai para casa torcendo para ser bom.

O queijo suíço faz parte do patrimônio nacional, e é levado bem a sério – a ponto de existir um passaporte de queijos suíços com uma variedade de rotas de queijo que você não faz ideia.

Mais de 40% dos leites produzidos na Suíça são de excelente qualidade das quais também são fabricados os queijos. É gasto em torno de 10L de leite para produzir 1 Kg de queijo. Todo o processo é feito da forma mais natural possível, sem aditivos, sem ser modificado geneticamente nenhum componente e, por esse motivo, a borda é comestível – coisa que em alguns outros queijos não-suíços, não se pode comer. A forma dos queijos serem produzidas na Suíça é de tão alta qualidade que quem tem problemas com lactose pode comer queijo duros ou extra-duros suíços sem problemas (os cream cheese e os queijos mais moles podem haver certas intolerâncias).

Quer saber de algumas das marcas mais conhecidas na Suíça para não passar vergonha na hora de escolher queijo? Os mais famosos são: Emmentaler, Le Gruyère, Appenzeller, Raclette Suisse, Sbrinz, Tête de Moine e Tilsiter.

E falando de qualidade de leite, o chocolate ao leite suíço também marca registrada do país! Já consigo até ler seus pensamentos: Lindt! Já te adianto que vale mais a pena comprar Lindt em outros países da Europa e que há mais opções de chocolate para provar além do que você já conhece!

Mas deixa eu te contar uma breve história sobre a Lindt antes…

Tudo começou em 1845, quando David Sprüngli-Schwarz e seu filho, Rudolf Sprüngli-Ammann, abriram uma pequena confeitaria chamada Sprüngli em Zurique – na parte antiga da cidade, destinada a elite suíça. Lá pra meados de 1859, o negócio deu certo e eles abriram a segunda loja em Paradaplatz, em Zurique – loja da qual ainda existe por ali.

Nesse meio tempo, Rodolphe Lindt desenvolveu uma técnica revolucionária da qual fez você se apaixonar pelo chocolate suíço: aquela agradável sensação de chocolate derretendo na boca, aroma suave, com sabor viciante que te dá vontade de comprar a loja inteira e comer em uma sentada. Por causa de Rodolphe Lindt, o chocolate suíço tem a fama de ser viciantemente delicioso.

Rodolphe Lindt e seus familiares, August e Walter Lindt, tinham uma fábrica em Berna, mas os custos para manter estava sendo complicado demais e no final das contas, as coisas só pioraram depois da aposentadoria dos donos e resolveram vender tudo.

Os espertinhos Sprüngli não iam perder a oportunidade de fazer negócio. Ainda mais que a Confiserie Sprüngli estava com tudo atingindo reputação mundial pelos doces e chocolates e resolveram expandir para uma fábrica em Kilchberg em 1899, se convertendo a uma companhia limitada: Chocolat Sprüngli AG. E eles não param por aí! Como eles estavam no auge do sucesso, aproveitaram para comprar a Lindt e ganhar toda sua fama. Em 1928, os segredos do chocolate Lindt e sua marca, foram comprados pela Sprüngli, se tornando Aktiengesellschaft Vereinigte Berner und Zürcher Chocoladefabriken Lindt & Sprüngli.

A próxima vez que comprar um chocolate Lindt, preste atenção na marca: é a Lindt & Sprüngli Group, da qual, ao longo dos anos, adquiriram várias outras marcas pelo mundo afora. É uma companhia interessante. Mas o mais interessante é que a fábrica da Lindt & Sprüngli, continua em uma cidade pertinho de Zurique, Kilchberg, com um outlet que possui produtos com os mesmos preços de qualquer lugar fora da Suíça.

Mas é parada obrigatória visitar e comer os Luxemburgeli da Sprüngli, são tipos macarons com mais recheio – especialidade da casa!

Então já sabe: Chocolate Lindt compra-se fora da Suíça, mas o macaron da Sprüngli vale a pena.

Agora que você sabe da Lindt, vamos conhecer outros chocolates suíços!

Se o sabor da Lindt já é conhecido, prove outros chocolates suíços! Se você for daqueles que quer provar os chocolates mais artesanais além da Sprüngli, a Teuscher ou Blondel podem ser sugestões interessantes. Mas acho que mesmo a Cailler, sendo da Nestlè, vale a pena porque é a marca com a fábrica mais antiga da Suíça, fundada pelo François-Louis Cailler em 1819, no cantão de Vevey. É possível fazer visita guiada pela fábrica, inclusive. E Mesmo a Nestlè é uma marca Suíça, fundada em  1867 por Henri Nestlé, inicialmente produzindo produtos para bebês e só no século XX que teve a produção dos chocolates que conhecemos hoje em dia. Mas uma curiosidade é que a Nestlè que produz a Mövenpick Ice Cream é uma boa pedida no verão suíço um bom sorvete suíço!

Chocolates como o Ovomaltine e o Toblerone também são suíços, e é provável que você já conheça o sabor. Então prove os chocolates da marca Frey, Villars, Läderach ou, se gostar de chocolates com licores, sugiro o Camille Bloch.

E tirando queijos e chocolates, o que mais tem?

As comidas típicas suíça, na verdade, tem bastante influência dos países vizinhos, como o queijo da França, salsichas da Alemanha e Áustria, massa da Itália. E geralmente se misturam mas variam de acordo com a região. De forma geral, os mais conhecidos são:

  • Fondue de queijo: da qual se come com pão, é mais saboroso e menos salgado com qualquer fondue que já havia provado no Brasil. Reza a lenda que quem deixar o pão afundar no fondue é o que paga a conta – é a brincadeira que você pode ouvir de algum local.
  • Raclette: É um queijo derretido – podendo ou não ser diretamente do queijo, e geralmente se come com batatas e outros vegetais.
  • Älplermagronen: É um tipo de batata gratinada com um tipo de massa com queijo e cebola, geralmente servida com pedaços de maçã cozida.
  • Rösti: É tipo uma panqueca de batatas cozidas na frigideira, prato típico de Berna, mas muito reconhecido mundialmente como prato típico suíço.

Outros pratos típicos podem variar de acordo com a região, por exemplo em Berna, na capital, é famosa o Berner Platte, boa para os carnívoros de plantão: inclui várias partes de diversas carnes – bovina, porco defumada, língua de boi, barriga e costeletas de porco defumadas, ombro e junta de porco, lingüiça de língua e orelhas de porco ou caudas cozidas com chucrute, nabos em conserva, feijão verde e batatas cozidas em uma travessa grande. Mas também tem pratos para quem não é muito fã de carne: Zibelechueche, uma torta deliciosa de cebola.

Em Zug, é famosa a torta de cerejas frescas da região chamada de Zuger Kirschtorte. Se for considerar como prato típico da região entre Zug e Zurique, tem o Zürcher Geschnetzelte, um prato de vitela, às vezes também contendo fígado e cogumelos, servido com molho cremoso e rösti. Já na região de St. Gallen as salsichas OLMA bratwurst para grelhar são bem similares as salsichas da Alemanha.

Na parte francesa, é típico uma torta chamada de Cholera feita com vegetais. o nome se deu porque foi criada durante um período de surto de cólera. Os salsichões também são comuns na região, apesar de que próximo ao lago de Genebra existem vários pratos típicos com peixes locais. Para sobremesa, tem o Gâteau du Vully, uma torta de creme que lembra um pouco os doces da França.

Na região central onde fica Lucerna, vale a pena provar o Luzerner Chügelipastete, basicamente um empadão recheado com salsicha e almôndegas ao molho branco. Para os tempos mais frios, tem as sopas  Hafenchabis (cordeiro ou porco com chucrute ou repolho) e Stunggis (porco com vegetais).

Na região de Ticino, na parte italiana, já tem outras variedades como a Polenta e doces como Amareto.

E para beber? A Suíça é produtora de vinhos, apesar de não ser tão reconhecida como os vinhos da França, Itália, Espanha e Portugal. E também possui cervejas locais muito boas, mas se puder provar a Appenzell, vale muito a pena. Quanto a bebidas não alcóolicas, é muito comum a Gasoza, uma água gasosa com sabor que é bem local.


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