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O que você precisa saber quando viajar para a Polônia

O que você precisa saber quando viajar para a Polônia

Tempo de Leitura: 6 minutos

Polônia é aquele país que muita gente só vai porque já ouviu falar sobre o famoso e maior campo de concentração e extermínio humano da Segunda Guerra Mundial: Auschwitz. E sabem da história da invasão da URSS e da Alemanha Nazista, com um final não muito feliz da URSS tomando conta e impondo o comunismo até 1989, mas não tem ideia do que mais o país pode oferecer.

Realmente o comunismo fez com que a Polônia entrasse para ”o leste europeu” junto com os demais países comunistas dominados pela Rússia, mesmo estando geograficamente no centro da Europa.

Foi um período muito complicado para o país e muita gente deixou a Polônia para tentar uma vida fora, porém, muitas vezes, essas pessoas não tinham educação de qualidade e nem sabiam outras línguas. Infelizmente, sem conhecimento, a adaptação dos poloneses não foram realmente das melhores em alguns países que ainda os julgam como ”muito trabalhadores” porque pegavam pesado nos subempregos mas também de pessoas rudes e sem educação, fechados e que não se integravam à cultura local – mas os mercadinhos poloneses são baratos, e ninguém deixa de comprar os produtos polacos!

Mas a realidade está mudando progressivamente desde 1989 e é notável isso! Nos últimos anos com a melhora da economia, a entrada para a União Europeia e principalmente depois do Brexit, a Polônia vem ganhando espaço.

Durante o comunismo, as escolas ensinavam o polonês como primeira língua e o russo como segunda língua. Alguns mais afortunados poderiam tentar aprender alemão. Só línguas fáceis! Mas o inglês mesmo não era nada comum. Desde os anos 90, as escolas passaram a ter o inglês como segunda língua e o alemão como opção, fazendo com que a Polônia esteja no 11º lugar no ranking da EF English no quesito de índice de proficiência no inglês entre os jovens, ganhando de outros países como a Suíça e a Bélgica.

Portanto, você não vai entender as placas por lá e o inglês pode ser difícil para as pessoas mais velhas. Mas vai com fé e com coração aberto porque o povo é muito receptivo e a galera mais jovem vai fazer o possível para te ajudar no que for preciso! 

A Polônia tem uma história “a la Game of Thrones” entre tomada e perda de poder, sendo invadida e lutando por sua liberdade mais de 43 vezes entre 1600-1945, chegando ao ponto em que o país simplesmente parou de existir no mapa  entre 1772 e 1795. Na verdade, a Polônia existia, porém foi um longo processo com diversos nomes até chegar na Polônia de hoje. Atualmente faz fronteira com sete países, sendo eles: Alemanha, República Tcheca, Eslováquia, Ucrânia, Bielorrússia, Lituânia e Rússia (Kaliningrado). Mas já foi grande o bastante com território que incluía um pouco de todos esses países.

A capital é Varsóvia, maior cidade do país e também a que foi praticamente destruída por completo durante Segunda Guerra Mundial e posteriormente teve seu centro histórico totalmente reconstruído. É interessante visitar a capital porque é uma cidade muito moderna, com prédios altos e bonitos, mas mantém alguns traços do comunismo como o Palácio da Cultura e o centro histórico reformado como antes. Esse mix de passado e presente, história e modernidade, centro cultural de arte e arquitetura e com a economia crescendo na Polônia, Varsóvia tem sido citada como ”A nova Berlim”.

Mas Varsóvia não foi sempre a capital da Polônia! A primeira capital foi Gniezno, com registros antigos que podem ser datados de 1000 a.C. Entretanto, entre os séculos XI e XVII, a capital se mudou para Cracóvia e teve muito sucesso na época que o sal era moeda de troca já que é rodeada por minas de sal. Tanto que Cracóvia é a segunda maior cidade da Polônia e também foi alvo dos Nazis, inclusive é lá perto que está Auschwitz (Oświęcim) e a mais antiga mina de sal situada em Wieliczka. 

Apesar de fazer parte da União Europeia, a moeda é zloty e a conversão sai quase 4.5 vezes menos que o Euro – era um câmbio parecido com o Real Brasileiro há um tempo atrás antes da pandemia. Mas não precisa preocupar em sacar muito dinheiro porque lá o cartão é bem aceito inclusive em cidades menores. 

A Polônia tem mais de 16 patrimônios históricos tombados pela UNESCO, em torno de 500 castelos incluindo o  Castelo Malbork, o maior castelo do mundo! Fora isso, a Polônia possui 18 prêmios Nobel, sendo o primeiro deles por uma mulher bem conhecida: Maria Skłodowska Curie.

Existem outros nomes famosos que você possivelmente já ouviu falar, como o músico Fréderik Chopin, o astrônomo Nicolau Copérnico e o Físico Daniel Fahrenheit. Todos Poloneses!

Apesar da Constituição Francesa ter ganhado mais notoriedade, foi na Polônia que foi criada e adotada a primeira Constituição na Europa e a segunda no mundo. Apesar de vários progressos científicos e sociais, atualmente o governo é conservador e a sociedade é bem religiosa, sendo a maioria católica.

Talvez por esse conservadorismo associado a religiosidade, a Polônia não é o melhor destino para LGBTQI+, apesar de que muitos jovens possam ter a cabeça mais aberta principalmente aqueles que vivem em cidades mais turísticas. Também é proibido fumar e beber em espaços públicos. Pode ser que você veja uma ou outra pessoa bebendo ou fumando nas ruas, mas se a polícia ver pode multar até 500 zlotys. Outra questão que o conservadorismo e a religiosidade afeta é com relação ao uso de contraceptivos, o que não é muito comum entre as mulheres polonesas. Talvez também seja uma explicação do porquê a Polônia seja o país do qual se casam mais cedo em toda a União Europeia.

Alguns poloneses podem ser bem supersticiosos, daqueles que vão achar que gato preto cruzando a rua pode ser sinal de má sorte. Existem várias crenças que vão passando de geração para geração ao longo dos anos e que ficam marcado.

Por exemplo, no dia de Santo André, 30 de Novembro, eles acreditam que existe um poder divino e os espíritos ficam mais próximo de nós separado por uma tênue camada o que torna possível fazer adivinhações. Então, existem algumas feiras nesse dia e algumas pessoas que fazem um tipo de ”ritual” em que é necessário acender uma vela e deixar que a cera caia no buraco de uma chave mentalizando o amor da sua vida e quando a cera cai na água fria, cria formas da qual seria possível saber o futuro amado ou amada.

Nessa época a Polônia já se prepara para os mercadinhos de natal com muita sopa, bigos, salsichas, pierogies e oscypek. A gastronomia na Polônia é bem farta e gostosa, vale a pena provar algumas delícias de lá. Já os mercados de natal são legais, mas não tão grandes e famosos como os da Alemanha.

Se você decidir passar o carnaval na Europa, saiba que na terça-feira antes da quarta-feira de cinzas, é o dia da Terça-Feira Gorda na Polônia. Todo mundo sai para comprar “donuts” que na verdade são tipo sonhos, recheados com creme, chocolate ou geleia de vários sabores.

Outra data interessante é a Segunda-Feira Santa que na Polônia é celebrado a ”Segunda-feira molhada” onde segue o costume de colocarem roupas tradicionais e os homens levarem baldes e arminha de água para molharem as mulheres. Atualmente não é tão comum mais, mas ainda existe essa brincadeira – nada justa porém divertida – entre as crianças de algumas cidades.

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Já no verão dá pra aproveitar o festival de música Open Air em Gdynia que acontece sempre no primeiro final de semana em Julho. Outra opção para os amantes do Rock, é o Woodstock que acontece geralmente no final de Julho.

O que poucos sabem é que a Polônia possui 30% de área verde no seu território, contando com 24 Parques Nacionais e mais de 7 mil lagos as maiores dunas de areia da Europa na costa báltica e conta até com deserto.

É na Polônia que possui a floresta Bialowieza, a mais antiga da Europa! Lá também se encontra 800 Búfalos da floresta, típico da região.

É engraçado de pensar, mas é cultural: os poloneses saem para catar cogumelos na floresta. Precisam sair bem cedinho para poder enconrá-los maiores. Desde crianças sabem diferenciar os cogumelos venenosos e os bons para comer. Vida de campo? Na verdade o país tem muito da sua economia focado no setor agrário, e todo o entorno verde também facilita ter esse estilo de vida.

Talvez pela ajuda da quantidade de florestas, parques e sua antiguidade, faça da Polônia o país que mais exporta âmbar – uma resina fóssil que vem das árvores, e dizem poder ter finalidades terapêuticas. Mas se tiver a opção de comprar âmbar em Kaliningrado, vai sair mais em conta. Quanto mais pura e com algum inseto preso ou material antigo dentro, mais caro será.

Também é na Polônia que está o pier mais longo da Europa, em uma cidade que chama Sopot. E adivinha qual é o país que mais exporta salmão no mundo? Noruega? Não. Polônia! Eu me surpreendi quando soube.

Também fiquei surpresa de saber que a Polônia também tem uma praia que eventualmente podem chegar alguns porcos selvagens assim como em Bahamas…sabia? Dizem que a maioria deles não são agressivos e ficam lá perto da praia de Krynica Morska.

Além disso, a Polônia pode ser um lugar bom e barato para poder aprender a esquiar! No sul do país, em Zakopane, existem montanhas Tatra que são belíssimas para aproveitar tanto o inverno quanto o verão.


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